Macunaíma, um héroi sem caráter, 1928.- Gênero: Rapsódia
- paródia de epopéia: mistura de contos populares, anedotas, narrativas míticas, lendárias e folclóricas brasileiras;
- intervenção do maravilhoso e da magia na realidade;
- Foco: 3ª pessoa, narrador onisciente, que reproduz a história ouvida do papagaio ensinado de Macunaíma;
- Espaço: Brasil mítico (indeterminação espacial; subversão geográfica);
- Tempo mítico (indeterminação temporal; subversão da cronologia; simultaneidade de épocas diferentes);
- Protagonista: Macunaíma é um anti-herói amoral (“herói sem nenhum caráter”), mistura de raças e culturas (índia, negra e branca), síntese de virtudes e defeitos do povo brasileiro;
- Personagens míticas, folclóricas e típicas (astros, bichos, monstros e humanos), capazes de metamorfoses;
- Mistura de registros lingüísticos: oralidade (coloquialismo, frases feitas e provérbios), regionalismos e norma culta;
- Humor, ironia, carnavalização e lirismo;
- Reinvenção da língua literária brasileira. Modernismo. Influência das Vanguardas Européias;
- Intertextualidade: Cronistas do séc. XVI; O Guarani (1857) e Iracema (1865), de José de Alencar; Memórias de um Sargento de Milícias (1854), Manuel Antônio de Almeida; narrativas míticas e folclóricas brasileiras;
- Tema central: o Brasil e a brasilidade, resultantes da fusão de raças e culturas.
Olá Vânia…
Bom, estou aqui para falar sobre o dia da criação dos heterônimos. Confesso que não consegui “entender” muito bem isso. Pois acho que é impossível criar alguém completamente diferente de nós. A cada criação, seja de um poema ou de um comentário, sempre fica uma parte que corresponde as nossas idéias, nossos sentimentos. Mas estou adorando essa experiência… é bom explorar quem não somos, para entender melhor quem somos!
Bju
Tati*
Olá querida professora,
A cada momento me interesso mais e mais por suas aulas, achei bem interessante essa metodologia, em minha opinião fez com que nos chamasse mais para os assuntos. Ah não esquece de entrar no blog de meu tio Bartolomeu, como é de seu conhecimento sempre gostei e admirei bastante meu tio e agora que achei alguns relatos, estou publicando para um maior conhecimento de sua vida. Você nem sabe o que eu achei um texto para Mário de Andrade, muito legal, eram amigos de infâncio.
Bjus te sua the best aluna NATANE
Oie
Vânia tentei procurar com meus botões alguma critica, mas felizmente não achei, só achei elogios (Pode ser?) esse ano a sua aula melhorou muito, isso eu já comentei com você, e essa do blogger acabou só melhorando, pois está como uma aula diferente (mais uma vez, esse ano você só deu aulas ótimas). Resumindo estou amando suas aulas, parabéns.
Olá Vânia!!!
Gostaria de falar sobre o dia em que escrevi meu heterônimo, nesta época esta lendo o livro de Alberto Caeiro e eu me inspirei nele para escrever, eu fechei os olhos e imaginei como ele seria,como seria sua visão do mundo e das pessoas e eu acho que eu chequei bem perto do que eu imaginei, um homem culto e educado. Parabéns pela iniciativa de fazer o heterônimo e por dar uma aula diferente.
Rodrigo Caveiro
Oi Vânia!!
Bom, criar um heterônimo, por um lado não foi tão difícil, já que antes de você dar essa idéia, quando estava lendo “Poemas Completos de Alberto Caeiro”, já havia passado pela minha cabeça “E se eu desse vida a um heterônimo? Como ele seria?”. Porém, comecei a entrar em conflito comigo mesma, pois achei que não seria possível criar um único heterônimo, alguém que tivesse características de apenas um lado do pêndulo.
A inspiração que seria usada para criar os heterônimos iria variar muito, e eu não poderia, do nada, mudar o estilo de meu heterônimo, escrever o que tivesse vontade.
Achei melhor deixar para lá, achando que iria ficar louca se continuasse a pensar nisso.
Quando você apresentou a idéia, gostei, mas pensei “Ai, meu Deus!! Agora enlouqueço de vez!!”.
Pensei em mil perfis, mas basendo-se em meu pai, que fora frade, e na minha admiração pelos franciscanos, com algumas dificuldades acabei dando vida ao Miguel.
É como se Miguel fosse o meu lado “zen”, o meu lado espiritual, samaritano…
É um pouco complicado “incorporar” o Miguel para escrever, pensar como ele, pois tenho que abandonar todo o meu outro lado mais agressivo, mais temperamental… E é nessas horas que tenho vontade de criar outros heterônimos.
Essa está sendo uma ótima experiência, onde sinto que estou deixando de apenas estudar a Literatura; estou entrando dentro dela, fazendo parte dela.
Mais do que gostando, estou adorando!!
Bju, CAMILA